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sábado, 20 de setembro de 2014
Após escândalo, CIA limita espionagem na Europa
A agência central de inteligência norte-americana tem evitado espiar governos de aliados na Europa em resposta à polêmica criada por um alemão acusado de vender segredos aos Estados Unidos e às revelações do ex-agente Edward Snowden sobre as informações secretas coletadas pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), afirmaram autoridades.
A pausa após anos de operações de espionagem, que se mantêm parcialmente em vigor, foi concebida para dar aos oficiais da CIA tempo para analisarem se vale a pena continuar correndo o risco de serem descoberto, disse uma autoridade norte-americana que havia sido informada sobre a situação.
Sob a ordem de suspensão, agentes na Europa têm sido proibidos de realizarem "operações unilaterais" como encontros com fontes dos governos aliados. Essas reuniões clandestinas estão na base do trabalho de espionagem.
Autoridades da CIA ainda podem se encontrar com parceiros dos serviços de inteligência do país onde estão, conduzir operações conjuntas com as agências das nações e realizar missões com a aprovação do governo local. Recentemente, operações unilaterais que tinham como alvo agentes estrangeiros nos países aliados - como, por exemplo, os russos na França - foram retomadas. Mas a maioria dos encontros com fontes de instituições regionais foram proibidos, assim como a busca por novos contatos.
A CIA se recusou a comentar. O diretor norte-americano de inteligência nacional, James Clapper, havia dito durante evento público na quinta-feira que os EUA estão assumindo riscos maiores porque pararam de espionar "alvos específicos", apesar de não ter dado detalhes.
As interrupções de operações são comuns após o comprometimento de missões de inteligência, mas "nunca são longas dessa forma ou tão profundas", afirmou uma ex-autoridade da CIA que, como todos os outros que responderam às questões, falou em condição de anonimato porque é ilegal discutir assuntos secretos. A pausa, que foi imposta há cerca de dois meses, teria sido ordenada por autoridades da agência por meio de cabos secretos.
A suspensão atual foi implementada como consequência da prisão de um funcionário dos serviços de inteligência alemães. Suspeito de espiar para a Rússia, ele afirmou ter repassado 218 documentos secretos para a CIA.
Fonte: Associated Press.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Snowden diz que NSA enviou dados confidenciais para Israel
O governo israelense teria tido acesso ao conteúdo de conversas privadas e aos nomes de seus interlocutores. Ex-analista da NSA, Edward Snowden, acusou a Agência de Segurança Americana de repassar para Israel informações confidenciais em estado bruto, sem censura, violando o protocolo internacional, informou o jornal The New York Times nesta quarta-feira.
Os dados confidenciais compartilhados entre governos são, no geral, alterados para que, por exemplo, não apareça algum nome ou detalhe mais sensível, mas Snowden indicou ao jornal americano que os dados brutos não censurados, nem editados eram enviados de forma sistemática por Washington a seu aliado israelense.
Esta informação inclui, por exemplo, os conteúdos de conversas privadas e os nomes das pessoas envolvidas, incluindo cidadãos americanos que conversam com familiares em Israel e nos territórios palestinos.
"É um dos maiores abusos que já vi", destaca o analista de 31 anos, hoje refugiado na Rússia.
Segundo ele, estas informações foram compartilhadas com a Unidade 8200, elite de inteligência israelense, equivalente à NSA americana.
Fonte: Yahoo NewsPara espionar, NSA Ameaçava Gigantes de Tecnologia com Multa de US$ 250 mil por dia
O escândalo de espionagem da NSA estourou há cerca de um ano, quando surgiu a pergunta: como as maiores empresas de tecnologia cederam ao governo americano? Agora começamos a descobrir. Esta é a história de como o Yahoo foi coagido a participar do PRISM.
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo Washington Post, e corroborados pelo blog oficial do Yahoo, o governo dos EUA abordou a empresa pela primeira vez em 2007, pedindo metadados de usuários.
O pedido não tinha precedentes: os EUA não queriam mais obter pedido judicial antes de solicitar metadados de um alvo individual. A ordem simplesmente pedia dados sobre alvos localizados fora dos EUA no momento, fossem eles estrangeiros ou americanos.
O Yahoo contestou o pedido do governo várias vezes, citando a Constituição americana, mas foi rechaçado pelo FISCR (Tribunal de Apelações para Vigilância de Inteligência Estrangeira, na sigla em inglês). Este "tribunal secreto", que analisa pedidos de vigilância para segurança nacional, ameaçou cobrar multa de US$ 250.000 por dia.
Assim, o tribunal forçou o Yahoo a cumprir as ordens do programa PRISM da NSA. Depois, o governo dos EUA usou o Yahoo como exemplo para coagir outros gigantes americanos de tecnologia - como Google, Microsoft e Apple - a cumprir as mesmas ordens.
Esta informação surgiu junto às 1.500 páginas de documentos relativos à batalha jurídica fracassada do Yahoo, liberados pelo juiz federal William C. Bryson, que preside o FISCR. O Yahoo pediu para liberar os documentos, e diz no blog oficial que está trabalhando para publicar tudo no Tumblr (site que pertence à empresa).
Agora que os tribunais estão liberando documentos sobre o PRISM e outros programas americanos de vigilância, talvez surjam detalhes sobre outras empresas de tecnologia, e se elas também resistiram (ou não) aos pedidos da NSA.
Fonte: Tecnologia BR
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo Washington Post, e corroborados pelo blog oficial do Yahoo, o governo dos EUA abordou a empresa pela primeira vez em 2007, pedindo metadados de usuários.
O pedido não tinha precedentes: os EUA não queriam mais obter pedido judicial antes de solicitar metadados de um alvo individual. A ordem simplesmente pedia dados sobre alvos localizados fora dos EUA no momento, fossem eles estrangeiros ou americanos.
O Yahoo contestou o pedido do governo várias vezes, citando a Constituição americana, mas foi rechaçado pelo FISCR (Tribunal de Apelações para Vigilância de Inteligência Estrangeira, na sigla em inglês). Este "tribunal secreto", que analisa pedidos de vigilância para segurança nacional, ameaçou cobrar multa de US$ 250.000 por dia.
Assim, o tribunal forçou o Yahoo a cumprir as ordens do programa PRISM da NSA. Depois, o governo dos EUA usou o Yahoo como exemplo para coagir outros gigantes americanos de tecnologia - como Google, Microsoft e Apple - a cumprir as mesmas ordens.
Esta informação surgiu junto às 1.500 páginas de documentos relativos à batalha jurídica fracassada do Yahoo, liberados pelo juiz federal William C. Bryson, que preside o FISCR. O Yahoo pediu para liberar os documentos, e diz no blog oficial que está trabalhando para publicar tudo no Tumblr (site que pertence à empresa).
Agora que os tribunais estão liberando documentos sobre o PRISM e outros programas americanos de vigilância, talvez surjam detalhes sobre outras empresas de tecnologia, e se elas também resistiram (ou não) aos pedidos da NSA.
Fonte: Tecnologia BR
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
WikiLeaks Publica Material Inédito Sobre Software de Espionagem Governamental
Governos autoritários e democráticos monitoram há anos os cidadãos com o malware ‘FinSpy’, que já rendeu pelo menos 50 milhões de euros à fabricante alemã FinFisher
O WikiLeaks divulgou nesta segunda-feira (15/9) o quarto vazamento da série “SpyFiles”, cujo objetivo é fornecer uma “extensa e exclusiva documentação sobre a indústria global de vigilância”. O foco principal do acervo é relatar abusos cometidos sobretudo por agências governamentais de inteligência que usam softwares espiões, os chamados spywares. Os alvos são na maioria das vezes jornalistas, ativistas e dissidentes políticos. A organização disponibilizou hoje os arquivos do FinSpy para análise técnica de quem tenha interesse, e publicou também uma grande quantidade de dados sobre a empresa que atualmente o controla, a alemã FinFisher, nome pelo qual o programa também é conhecido.
“A FinFisher continua a operar descaradamente na Alemanha, vendendo malware de vigilância transformado em arma para alguns dos mais abusivos regimes do mundo.
Até o final do ano passado, o malware era produzido legalmente no Reino Unido pela companhia Gamma International, que se diz especializada em tecnologias de monitoramento remoto, mas que na prática fornece soluções para vigilância ou espionagem. O produto vendeu tanto que uma outra empresa acabou sendo criada com seu nome. Segundo estimativas conservadoras, a fabricante já lucrou 50 milhões de euros com a comercialização de diferentes licenças de uso do FinSpy, bem como com a venda conjunta de diversos outros serviços de suporte.
As técnicas de infecção são silenciosas e sofisticadas, passando despercebidas pelos antivírus. Os métodos não seguem qualquer tipo de ética: no ano passado, por exemplo, os arquivos maliciosos foram nomeados com referências ao navegador Firefox, de forma a induzir o internauta de que se tratava de um download confiável. A Mozilla respondeu imediatamente e mandou uma carta a FinFisher pedindo para que parasse imediatamente com a prática. Uma vez infectado, praticamente todas as atividades realizadas no computador ou celular podem ser interceptadas.
Link Official Do Vazamento: Clique Aqui
Fonte: Galileu
Link Official Do Vazamento: Clique Aqui
Fonte: Galileu
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
NSA tem um programa similar à SkyNet
John Connor era o nome do salvador da humanidade nos filmes “Terminator”. O filme girava à volta de robots assassinos que tinham vindo do futuro para o matar a ele e à sua mãe, enviados por um programa chamado SkytNet.
Parece que da ficção passámos à realidade.
Edward Snowden disse recentemente que a NSA tem um programa similar à SkyNet, o MonsterMind.
Este programa tem como missão efetuar, de forma automática, um “scan” para encontrar quem começou um ataque informático. O software alegadamente está a “sniffar” a rede e quando encontra um ataque ele bloqueia-o imediatamente antes de entrar nas rotas de tráfego dos Estados Unidos ou de outro sistema que queiram “proteger”.
Este tipo de programas existem há vários anos, mas este tem uma particularidade interessante: este responde na mesma moeda.
Isto pode causar um problema se o ataque estiver a ser feito com uma máquina já comprometida. Snowden, em entrevista ao Wired, afirma mesmo que “Podemos ter alguém sentado na China, por exemplo, a fazer-se passar por uma pessoa na Rússia. E portanto o software iria depois disparar contra um Hospital Russo. O que aconteceria a seguir?”.
Este tipo de programa viola as leis Norte-Americanas e pode interceptar todo o tráfego sem mandatos de busca ou tratamento independente.
A NSA recusou comentar esta e outras situações, numa extensa entrevista com Edward Snowden publicada na Wired.
Este é provavelmente um dos homens mais procurados do mundo.
Fonte: Hackers Portugal
Fonte: Hackers Portugal
terça-feira, 5 de agosto de 2014
China investiga dois canadenses suspeitos de espionagem
As autoridades chinesas investigam dois canadenses suspeitos de espionagem, anunciou nesta terça-feira a agência oficial Xinhua, menos de uma semana depois de Ottawa acusar Pequim de ataques cibernéticos."Dois canadenses estão sendo investigados por suposto furto de segredos de Estado que envolvem programas de investigação do exército e da Defesa Nacional chinesa", indicou a Xinhua.
A agência oficial mencionou os nomes dos dois canadenses, Kevin Garratt e Julia Dawn Garratt, sem fornecer mais detalhes sobre sua identidade e cargos.
O Canadá acusou na última terça-feira a China de hackear os sistemas informáticos do Conselho Nacional de Investigações do Canadá (NRC, em inglês), associado com milhares de empresas do país para desenvolver novas tecnologias.
"Recentemente, o governo do Canadá, através do trabalho do Centro de Segurança das Comunicações, detectou e confirmou uma intrusão cibernética na infraestrutura tecnológica do NRC por um agente chinês patrocinado pelo Estado", afirma o comunicado oficial.
A China rejeitou as acusações infundadas e afirmou em um comunicado de sua embaixada no Canadá que "sempre combateu com firmeza os ataques cibernéticos".
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Governo alemão terá celulares antiespionagem
O governo alemão está preparando celulares dotados com um sofisticado sistema anti-interceptação, no intuito de defender-se da suposta espionagem norte-americana, após as revelações do ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden.
A informação foi divulgada hoje, 28, pelo jornal Bild, citando um documento reservado ao Executivo de Angela Merkel. Dois mil celulares dotados de um mecanismo de segurança poderão garantir no futuro a transmissão de dados importantes, sem o perigo de serem interceptados. Há meses os alemães divulgaram que o celular da chanceler do país, Angela Merkel, estava sendo vigiado por agentes norte-americanos.O presidente de Anti-espionagem, Hans-Georg Maasen, convida a uma maior disciplina nas conversas telefônicas. "Muitas coisas podem ser explicadas e comunicadas sem o telefone", explicou. Nas últimas semanas, a descoberta de dois agentes alemães trabalhando para o serviço norte-americano para obter informações importantes inspirou um encontro entre Berlim e Washington sobre as atividades dos agentes de espionagem na Alemanha, resultando na decisão do governo de caçar no país os chefes de serviço dos EUA. Uma medida extraordinária que colocou em duras provas as relações transatlânticas.
sábado, 26 de julho de 2014
Governo russo oferece $ 111,000 para quebrar anonimato da Rede Tor
O governo russo está oferecendo quase 4 milhões de rublos, que é aproximadamente igual a 111 mil dólares a quem pode conceber uma tecnologia confiável para descriptografar dados enviados pelo Tor, uma rede de anonimato criptografado usado por usuários on-line, a fim de esconder suas atividades de aplicação da lei, censuras do governo, e outros.O Ministério russo de Assuntos Internos (MVD) emitiu uma nota em seu site oficial, originalmente publicado em 11 de julho, sob o título "Executar pesquisa, o código 'TOR' (Marinha)," um convite aberto à apresentação de propostas Tor-cracking cujo vencedor será escolhido em 20 de agosto.
O MIA quer especificamente pesquisadores a "estudar a possibilidade de obter informações técnicas sobre os usuários e equipamentos dos usuários na rede anônima Tor," de acordo com uma versão traduzida da proposta do governo russo.
Apenas cidadãos russos e empresas estão autorizados a participar na competição ", a fim de garantir a defesa e segurança do país." Os participantes tem que pagar uma taxa de inscrição de 195 mil rublos (cerca de $ 5555), a fim de participar da competição.
Tor, o que foi realmente inventado no Navy nos EUA, anônima a identidade de um usuário on-line, criptografando seus dados e enviá-lo através de uma configuração única de nós conhecidos como um sistema de roteamento de cebola - o que torna difícil de rastrear.
Agora nas mãos de um grupo sem fins lucrativos, o projeto continua a receber milhões de dólares em financiamento do governo dos EUA a cada ano, mas possui cerca de 4 milhões de usuários em todo o mundo, entre os quais muitos ativistas digitais em países onde a censura técnica e vigilância são prevalente.
Tor já encontrou problemas na Rússia antes. No entanto, o MVD já havia procurado a proibir o uso de qualquer software de anonimato, que a proposta foi lançada no ano passado.
Séria ameaça para ativistas e Denunciantes
O anonimato, o que é de interesse de todos, especialmente dos ativistas, jornalistas, pesquisadores, denunciantes, que usa o serviço de anonimato Tor para esconder suas atividades, estão agora sob grande ameaça de ambos os lados.
Na minha opinião, anunciando uma competição milionária não fornece qualquer plena autoridade do governo para cortar a rede de anonimato amplamente utilizada. Tal movimento tem colocado tanto, os governos da Rússia e dos Estados Unidos na mesma categoria de "Inimigo da Liberdade na Internet".
Tor tem sido alvo constante de agências de inteligência do governo e outras entidades que procuram desvendar a identidade dos utilizadores da Internet anônimas. Mesmo o governo dos EUA agência de inteligência NSA e Reino Unido fez várias tentativas e gastar recursos significativos para atingir os usuários do Tor e para quebrar o anonimato de programa Tor como revelado pelo denunciante vigilância global Edward Snowden ano passado.
No ano passado, foi revelado que uma vulnerabilidade zero-day no Firefox foi usado para desmascarar os usuários dos serviços "escondido" de protecção de privacidade Tor, que foi estimada em um esforço do FBI, a fim de reprimir a Freedom Host, um provedor do servidor Tor, como parte de um caso de pornografia infantil.
Uma conversa na próxima conferência de segurança Black Hat, em agosto intitulado "Você não tem que ser o NSA para quebrar Tor: De-Anonimato a usuários em um orçamento", pelos pesquisadores da Carnegie Mellon University foi abruptamente retirado no início desta semana, porque os materiais que iriam discutir não foram aprovadas para divulgação pública pela universidade ou o Software Engineering Institute (SEI).
Apenas alguns dias atrás, Êxodo Inteligência informou que seus pesquisadores tinham encontrado uma vulnerabilidade crítica de segurança zero-day nos TAILS baseados em Linux privacidade e segurança dedicada, um sistema operacional projetado para ser iniciado a partir de um CD ou pendrive USB que usa Tor e outros serviços para ocultar a identidade dos usuários e não deixar nenhum rastro de suas atividades em suas máquinas de computador. Enquanto, os desenvolvedores com o Projeto Tor disse que eles estão trabalhando sobre as questões para corrigir a fraqueza, o mais rapidamente possível.
Fonte: TheHackerNews
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Microsoft disse que a empresa nunca foi solicitado para construir um backdoor em qualquer de seus produtos
Um dos altos executivos de segurança da Microsoft disse que a empresa nunca foi solicitado pelo governo dos Estados Unidos para construir um backdoor em qualquer de seus produtos, e se a empresa foi perguntado, ele lutaria a ordem nos tribunais.
Desde as revelações Edward Snowden começou no verão passado, tem havido muitas histórias insinuantes de que grandes fornecedores de tecnologia como Microsoft, Google e outros podem ter construído backdoors em alguns de seus produtos, a fim de permitir que as agências de inteligência ou a aplicação da lei para explorá-los. Especificamente, alguns dos documentos vazados pelo Snowden ano passado ilustrado estreita cooperação entre a Microsoft eo governo dos EUA sobre o acesso às comunicações de alguns clientes.
Executivos da Microsoft disseram que eles só fornecem a cooperação que é exigido por lei ou ordem judicial e nada mais. Na quinta-feira, Scott Charney, vice-presidente corporativo de Computação Confiável da Microsoft, disse em um painel de discussão no Instituto Aspen de que a empresa seria muito hostil a qualquer sugestão de inserir um backdoor em um de seus produtos. Questionado especificamente sobre a um backdoor no Skype, que a Microsoft comprou em 2011, Charney refutou qualquer noção de que o governo havia pedido acesso backdoor ao produto.
"Um deles, eles nunca fizeram isso, e dois, que lutaria com unhas e dentes nos tribunais", disse Charney. "De acordo com os estatutos escutas telefônicas e FISA você pode ser obrigado a prestar assistência técnica. Se eles disseram, coloque em um backdoor, ou algo assim, gostaríamos de combatê-la por todo o caminho até a Suprema Corte. "
Além das potenciais implicações legais de tal movimento, Charney disse que a concessão de aplicação da lei ou de um acesso secreto da agência de inteligência aos dados do cliente sem um mandado ou ordem judicial seria suicídio financeiro para a Microsoft.
"Se o governo fez isso, e eu realmente não acho que fariam, seria à custa completa de competitividade americana", disse ele. "Porque se nós colocamos em um backdoor para o governo dos EUA, não poderia vender em qualquer lugar do mundo, nem mesmo na América."
quinta-feira, 3 de julho de 2014
NSA está de olho em todo mundo que visita ou já visitou o site do Tor
Navegador criptografado é visto pela agência de espionagem como uma grande ameaça
Depois de muitas revelações de Edward Snowden sobre os escândalos de espionagem da NSA, a agência de segurança interna dos EUA, outras fontes começaram a cavar as entranhas sinistras da instituição e conseguiram encontrar algumas informações sobre como a NSA atribui o status de “suspeito” a um usuário da internet. Na verdade, essa atribuição pode ser feita de forma bastante ampla e, dependendo do caso, o seu IP pode ser marcado como o de um potencial terrorista pelo simples fato de visitar um website.
A descoberta mais recente sobre a indiscrição da NSA diz respeito especificamente ao Tor, uma ferramenta que permite ao usuário navegar de forma anônima pela web. Esse navegador que esconde seus passos foi considerado pela agência como uma grande ameaça e ela tenta quebrar sua criptografia há anos sem qualquer sucesso até agora. Por conta disso, foi criado um sistema de vigilância que registra os endereços IP de todo mundo que visita o site e faz o por download do Tor por lá e, caso você deixe um email, ele também será espionado.
O objetivo principal do Tor é proteger jornalistas em investigações e suas fontes, que poderiam estar sendo espionadas por interessados ao se comunicarem pela web. Assim, se a NSA conseguir quebrar a criptografia do Tor, novidades como as reveladas por Snowden nunca mais poderão ser publicadas de forma tão massiva.
Além do site do Tor, todo tipo de fórum que comenta coisas relacionadas ao aplicativo ou simplesmente são conhecidas redes de usuários avançados que discutem criptografia também estão “grampeadas” pela NSA, que marca os endereços de todos os visitantes e, em seguida, fica sempre de olho neles.
A agência não comentou absolutamente nada sobre essas novidades que foram publicadas pela rede de comunicação alemã ADR/NDR.
Fonte: Tecmundo
Depois de muitas revelações de Edward Snowden sobre os escândalos de espionagem da NSA, a agência de segurança interna dos EUA, outras fontes começaram a cavar as entranhas sinistras da instituição e conseguiram encontrar algumas informações sobre como a NSA atribui o status de “suspeito” a um usuário da internet. Na verdade, essa atribuição pode ser feita de forma bastante ampla e, dependendo do caso, o seu IP pode ser marcado como o de um potencial terrorista pelo simples fato de visitar um website.
A descoberta mais recente sobre a indiscrição da NSA diz respeito especificamente ao Tor, uma ferramenta que permite ao usuário navegar de forma anônima pela web. Esse navegador que esconde seus passos foi considerado pela agência como uma grande ameaça e ela tenta quebrar sua criptografia há anos sem qualquer sucesso até agora. Por conta disso, foi criado um sistema de vigilância que registra os endereços IP de todo mundo que visita o site e faz o por download do Tor por lá e, caso você deixe um email, ele também será espionado.
Proteção
O objetivo principal do Tor é proteger jornalistas em investigações e suas fontes, que poderiam estar sendo espionadas por interessados ao se comunicarem pela web. Assim, se a NSA conseguir quebrar a criptografia do Tor, novidades como as reveladas por Snowden nunca mais poderão ser publicadas de forma tão massiva.
Além do site do Tor, todo tipo de fórum que comenta coisas relacionadas ao aplicativo ou simplesmente são conhecidas redes de usuários avançados que discutem criptografia também estão “grampeadas” pela NSA, que marca os endereços de todos os visitantes e, em seguida, fica sempre de olho neles.
A agência não comentou absolutamente nada sobre essas novidades que foram publicadas pela rede de comunicação alemã ADR/NDR.
Fonte: Tecmundo
sábado, 7 de junho de 2014
NSA adultera equipamentos de rede para espionar internet.
NSA adultera equipamentos de rede para espionar internet, diz Greenwald
Jornalista lança livro sobre escândalo revelado por Edward Snowden.
Um ano após a espionagem em escala mundial realizada pela Agência Nacional de Segurança Americana (NSA), dos Estados Unidos , ter sido revelada pelo técnico Edward Snowden e o jornalista Glenn Greenwald, o repórter apresenta novos detalhes sobre o caso em um livro recém-lançado.
"Sem lugar para se esconder" (Editora Sextante) relata como a NSA coleta dados de pessoas no mundo inteiro, reitera que os EUA têm interesse em informações econômicas dos países espionados e mostra de que forma a agência norte-americana intercepta produtos como roteadores comutadores de rede quando eles estão em trânsito para os consumidores.
Segundo Greenwald, a agência abre pacotes, implanta dispositivos de vigilância nos aparelhos, e os devolve lacrados para os usuários sem que eles saibam disso.
"Sem lugar para se esconder" (Editora Sextante) relata como a NSA coleta dados de pessoas no mundo inteiro, reitera que os EUA têm interesse em informações econômicas dos países espionados e mostra de que forma a agência norte-americana intercepta produtos como roteadores comutadores de rede quando eles estão em trânsito para os consumidores.
Segundo Greenwald, a agência abre pacotes, implanta dispositivos de vigilância nos aparelhos, e os devolve lacrados para os usuários sem que eles saibam disso.
"Eles abrem o produto e colocam um programa para todos as informações, todos os dados irem para a NSA, fecham o pacote e mandam para a pessoa que comprou. E esses produtos são usados para dar serviços de internet para muitas pessoas", disse Greenwald.
No livro, Greenwald traz bastidores das entrevistas com o ex-funcionário terceirizado da NSA no Havaí, Edward Snowden, que, após as denúncias, segue recluso em localização desconhecida na Rússia.
"No livro estão muitos documentos mostrando que o objetivo da NSA não é monitorar comunicações entre terroristas ou pessoas que estão planejando violência. O objetivo é coletar informações na internet e no telefone sobre o que todas as pessoas do mundo estão fazendo", contou o jornalista. Ele diz que o maior foco da espionagem norte-americana é no setor econômico, o que a NSA nega veementemente fazer.
Greenwald afirmou, em entrevista ao G1 nesta quinta-feira (5), que os EUA acusam o governo da China de fazer espionagem econômica, mas que os americanos fazem o mesmo.
De acordo com o jornalista -- que deixou a profissão de advogado após o atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001-- o livro traz novidades sobre os programas usados para interceptar comunicações de internet e telefones celulares realizadas a partir de aviões, além de novas informações sobre como a NSA atua com agências de inteligência estrangeiras, como as financia, quais são seus alvos de espionagens e como elas trabalham juntas.
Greenwald afirmou que o governo americano está usando o terrorismo para justificar atos como "invadir o Iraque, fazer tortura e prender pessoas".
Segundo o autor de "Sem lugar para se esconder", uma investigação feita pelo governo americano para entender porque o ataque de 11 de setembro pôde acontecer sem os Estados Unidos ficarem sabendo mostrou que o problema não foi a NSA não coletar informação suficiente.
"O problema era o oposto. Eles tinham informação para saber que o ataque estava sendo planejado, mas eles não conseguiam entender o significado do que coletaram. Depois disso eles resolveram coletar tudo e o problema piorou. Quando você está ouvindo ligações da [chanceler da Alemanha] Angela Merkel ou da Dilma, ou lendo e-mails da Petrobras, você não está mantendo o foco de ter informações de pessoas que vão atacar os Estados Unidos", disse.
Paranoico
Após ter trazido à tona o maior caso de espionagem do mundo, o jornalista diz que se sente ameaçado pelo governo dos EUA desde a primeira matéria que publicou sobre o caso. No entanto, tenta esquecer os riscos para "não ficar paranoico".
Ele voltou a falar sobre a necessidade de os governos - inclusive o brasileiro - se precaverem em relação à privacidade investindo em tecnologia de criptografia. "É muito mais fácil proteger a privacidade na internet do que destruir. Criptografia não é muito difícil em comparação com o desafio de invadir a privacidade. Médicos, advogados e jornalistas que tenham que proteger pacientes, clientes e fontes precisam usar a criptografia", defendeu Greenwald.
O jornalista considera a aprovação do Marco Civil positiva, mas acredita que a falta de punição rigorosa deixou a lei fraca. "Essa lei precisa de muito mais limites sobre o que as empresas privadas precisam fazer, como o Facebook e o Google. É mais difícil porque eles têm muito poder. Os governos precisam se posicionar e dizer a essas empresas que se elas fornecem dados de usuários para a NSA, que elas não podem permanecer no país. E o Marco Civil não tem isso", opinou o jornalista.
Fonte: G1
Fonte: G1


















